Por quanto tempo devo guardar recibos de pagamentos?
SÃO PAULO - De repente, você percebe que o produto comprado há tempos começou a apresentar defeito, ou então é surpreendido por um aviso de cobrança condominial do passado, sendo que você sempre paga as suas obrigações em dia.
Antes de recorrer aos órgãos de defesa ao consumidor, uma forma de fazer valer seus direitos é ter à mão os documentos que comprovem a quitação ou pagamento do serviço. Além disso, guardar documentos é uma atitude bastante precavida para evitar aborrecimentos futuros. Uma nota fiscal, por exemplo, deve ser conservada até o vencimento da garantia do produto, ou enquanto durar a sua vida útil.
Código Civil determina prazos de prescrição
O que muitos desconhecem é que cada tipo de comprovante ou recibo tem um prazo de armazenamento, que está diretamente relacionado ao tempo específico que o credor tem para exigir seu cumprimento. As regras constam no Novo Código Civil, em vigor desde 11 de janeiro de 2002.
Sendo assi, passado o prazo, a dívida prescreve (não poderá mais ser cobrada), independente de ter sido paga ou não. Mas antes de isso ocorrer, é importante manter os documentos que comprovem a quitação.
Comprovantes de tributos federais, estaduais ou de tarifas de serviços públicos devem ser guardados por cinco anos, prazo que a União tem para cobrar os contribuintes em débito. Nos contratos privados, a regra geral é de guardar documentação até o fim da vida útil.
Tributos da União prescrevem em cinco anos
De acordo com o artigo 206 do novo Código Civil, alguns prazos prescricionais foram revistos. Assim, para não ocupar espaço desnecessário com papéis que já prescreveram, segue o prazo recomendado para armazenamento e guarda dos documentos, conforme legislação.
Devem ser arquivados pelo prazo de cinco anos os seguintes documentos:
- Condomínio (antes eram 20 anos);
- Prestação da casa (antes eram 20 anos);
- Plano de saúde (antes eram 20 anos);
- Notas de serviços de profissionais liberais como advogados, médicos, dentistas (antes era 1 ano);
- Água, luz e telefone;
- Declaração de IR, IPTU e IPVA;
- Cartões de crédito (três anos para discussão de juros aplicados);
- Folha de pagamento
Por três anos: comprovantes de aluguéis (antes eram dois anos)
Por um ano: contratos de seguro
Até a quitação do valor ou fim da vida útil:
- Notas fiscais
- Consórcios
- Carnês do ISS (até o pedido do benefício)
Contribuições do FGTS e encargos vinculados à Previdência Social, exigem que os recibos sejam guardados pelo prazo de contribuição do segurado (35 anos para homens e 30 anos para mulheres).
Fonte: Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
www.infomoney.com.br
enviada por IVHER
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Conquista de novos compradores passa pela internet
28/07/2004
NATHALIA BARBOZA
da Folha Online
O mercado imobiliário brasileiro não sobrevive mais de placas de publicidade, panfletos e jornais. Uma boa navegada na internet à procura de ofertas é uma prática cada vez mais usada por compradores e até por candidatos a inquilino.
Segundo recente pesquisa realizada nos EUA pela National Association of Realtors (NAR), as fontes mais utilizadas na hora de procurar um imóvel continuam sendo os corretores, com 86% do total. Mas essa opção vem seguida de perto pelas placas de publicidade (69%) e pela internet (65%); os anúncios em jornais têm a preferência de 49% dos entrevistados e as revistas sobre imóveis, 35%.
A Pesquisa Anual do Comércio, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que a participação das vendas pela web no comércio varejista do país passou de 0,10%, em 2000, para 0,21%, em 2002. A receita líquida de vendas pela internet saltou de R$ 201,5 milhões para R$ 530 milhões no período, o equivalente a um crescimento de 163%.
O uso da internet como ferramenta no mercado imobiliário começou tímida, há cerca de sete anos. Desde então, vários sites de imobiliárias, incorporadoras e construtoras foram criados.
Relacionamento
No começo os serviços da web ainda eram bem precários: as empresas preocupavam-se apenas em "aparecer" na rede. Somente com o passar do tempo e com o aumento da audiência média nesses sites é que foram incorporados outros serviços. Hoje, imobiliárias, incorporadoras e construtoras não economizam esforços para oferecer alternativas de atendimento pela rede, que vão desde o detalhamento com imagens do imóvel até clubes de relacionamento com os potenciais clientes.
Esse foi o desafio da Tecnisa Engenharia, construtora nacional especializada em empreendimentos residenciais.
Alejandro Dicovsky, gerente de e-business da empresa, contratado para implantar um novo meio de comunicação com clientes e prospects, gerando forte relacionamento e resultados, diz que os resultados influenciaram diretamente no crescimento do volume total de vendas.
Segundo ele, em 2002, foram vendidos 75 imóveis da Tecnisa pela internet, representando 12% do faturamento acumulado naquele ano. Em 2003, foram mais 83 imóveis vendidos pela web, o que significou 18% do faturamento acumulado no período.
O site mantém um chat que, somente no ano passado, atendeu 6.150 potenciais clientes em tempo real, para esclarecer dúvidas e agendar visitas.
"Pela internet e, principalmente, pelo chat, o visitante consegue obter todas as informações que ele deseja, no momento que lhe for conveniente", ressalta Dicovsky.
Além disso, o projeto primou pela humanização do atendimento. Através de um estudo sobre o perfil do cliente Tecnisa, foi criada uma personagem, a Camila Fernandes, analista de mercado, que interage com o internauta tornando o diálogo acolhedor.
"O cliente tem a sensação de estar falando com uma pessoa conhecida e não com uma máquina", comenta Daniela Schmitz, diretora da empresa que gerencia o atendimento via chat e responsável pela criação das peças on-line da Tecnisa. "Atendemos cerca de 150 pessoas por dia, durante os 7 dias da semana", comenta.
Mineirinho
E não é somente no eixo Rio-São Paulo que a internet é eficiente.
Um bom exemplo é o site da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/MG), que disponibiliza um banco de dados com os imóveis para venda ou locação em Belo Horizonte, Betim, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Mateus Leme, Morada Nova de Minas, Nova Lima, Passos, Sabará e até em outros Estados brasileiros.
Atualmente, mais de cem associadas disponibilizam seus imóveis no site da CMI/MG. Fazem parte do banco de dados cerca de 15 mil imóveis, que recebem mais de 400 pesquisas diariamente. Os visitantes podem fazer a consulta por bairros, preços, tipos de transação e tipos de imóveis.
Segundo o vice-presidente da CMI/MG, Ariano Cavalcanti de Paula, o número de imóveis disponibilizados no site deverá atingir a marca de 40 mil no próximo ano. "Quando efetivarmos a migração automática dos nossos associados, estimamos um crescimento de mais de 150% no número de unidades disponíveis para venda e aluguel na internet", afirma.
"Em Belo Horizonte, a exemplo dos norte-americanos, a tendência será de, aos poucos, a internet virar o principal veículo de pesquisa no segmento imobiliário", aposta Cavalcanti de Paula. Hoje, no quesito aquisição ou aluguel de imóveis, os mineiros preferem classificados, internet e demais formas de divulgação.
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